Depressão em pessoas da comunidade LGBTQI+.

Pessoas da comunidade LGBTQI+ relatam encontrar dificuldades em expor seu verdadeiro ''eu'' na sociedade, e lutam para lidar com problemas de saúde mental.

As dificuldades para lidar com relações de preconceito tem desencadeado lutas emocionais e novas formas de adaptação a essas situações, o que torna mais comum o aparecimento de problemas de saúde mental em indivíduos LGBTQI+.


Por viverem em um país onde o preconceito é grande, a comunidade LGBTQI+ é forçada a se adaptar ao ambiente e ler situações para determinar o quanto podem seguramente ser quem são.


Essa habilidade de leitura, leva o indivíduo a desenvolver mecanismos para se adaptar as situações de vergonha, timidez e sensação de perigo, que embora seja adaptável, tem um custo, pois foi desenvolvida em resposta a situações de preconceito e discriminação persistentes. que podem ser responsareis pelo aparecimento de transtornos mentais como a depressão, síndrome do panico, estresse, fobia. etc..


Fazer leitura de situações é comum em pessoas que sofrem preconceito e discriminação, são habilidades de defesas introjetadas a mente que constitui uma forma de estar no mundo e não de ser, por consequência, a pessoa oprimida desenvolve uma forma teatral de se comunicar, que com o tempo se torna uma dependência e integra a sua identidade existencial, um falso ''eu''.


Formas adaptativas a condições estressantes foram criadas na experiencia com o ambiente, é comum em nós seres humanos, embora em situações relacionadas a preconceito e discriminação o individuo sente-se limitado de ser quem realmente ele é, ou seja, de atuar com seu ''eu'' verdadeiro. Essas limitações adaptativas a realidade são a base do adoecimento psicológico criando uma falsa noção de ''eu'', que se tornam com o tempo uma forma de existir no mundo.


Esse conflito interno de quem você é de verdade e quem você tem que ser para se adaptar as relações, pode desencadear estados depressivos, ansiosos, entre outras psicopatologias.


Conflito que gera um investimento de energia vital ao processo de lidar com preconceitos e discriminação e que estudos mostraram ter impactos poderosos, duradouros e negativos na saúde mental e bem-estar das pessoas LGBTQI+.


Mas diante de tudo isso a depressão e estados ansiosos são como um resfriado terrível e seu corpo e mente da os sinais de que algo não esta bem, e o que deve você fazer é procurar ajuda especializada, mais lembre que a saúde na doença, pois como nos resfriados que nossos corpos desenvolvem defesas e imunidade assim também é na depressão e outros transtornos.


Doenças como a depressão e ansiedade fazem parte da vida, e são determinadas por muitos fatores como nossos corpos, predisposições e experiências de vida, fatores que podem desempenham um papel primordial no processo de adoecimento. Meu conselho para as pessoas LGBTQI+ é que busquem ajuda para sua ansiedade ou depressão, e que o melhor é procurar um profissional que entenda seu mundo e o que significa ser você, e que o auxilie a encontrar o equilíbrio entre esses processos adaptativos e quem você é.


Psicólogo responsável:

William Lino Felis Crp:06/140742


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