Mas… o que é a depressão?

Atualizado: Jul 15

(Uma analogia sem pretensão de mudar o mundo, mas com a possibilidade de mudar uma vida.)


*Explicação não psicológica do processo.


Quando alguém é diagnosticado com Depressão, nos vem à mente uma pessoa sem energia para nada, trancada num quarto, longe do mundo, familiares, sem sorrisos, sem nada.

Porém ao nos depararmos com aquela pessoa extremamente chata de tão “Alegre” que é. Alguém falante, sorridente, solícito… Nós nos confundimos…. Como essa pessoa pode ser depressiva?

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“Ela deve estar usando o diagnóstico para aproveitar a vida…” - “Abusando dos outros…” - “Pra fazer o que ela gosta, ela não tem depressão, né?”.

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“Pessoa fraca” - “Ela se deixa levar, não tem força de vontade” - “Fica inventando coisa”.

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Mas… o que é depressão?


Significado de Depressão. No dicionário diz substantivo feminino Ação ou efeito de deprimir, de se abater física ou moralmente. [Psicologia] Doença psiquiátrica, de origem crônica, que causa alterações de humor, definida por uma tristeza intensa e permanente, agregada à dor, à desesperança, à culpa etc., com ou sem razão aparente. [Figurado] Enfraquecimento físico ou moral; desânimo, esgotamento, abatimento. [Geografia] Abaixamento de nível, causado por peso ou pressão; desnível: depressão do solo. [Anatomia] Achatamento ou cavidade pouco profunda: depressão no osso frontal. [Astronomia] Distância em ângulos que vai do horizonte a qualquer ponto na esfera celeste (abaixo da linha do horizonte).


Se compararmos depressão psicológica com a ação geográfica, conseguimos encontrar muitas explicações para o processo depressivo.

A depressão do chão, um desnível, geralmente ocorre por ação do tempo, retirada de detritos do terreno, erosão, a não reposição dos detritos retirados por chuva, vento e outras ações, como pedestres, carros, passagem de animais, retirada propositada de terra para outros fins, etc.


Não olhar para a necessidade daquele solo. Afinal a ação de mudança é tão lenta e gradativa que não percebemos as mudanças da profundidade, vamos nos acostumando com o desnível e a necessidade de distanciar os pés quando pisamos no piso desnivelado… até que um dia… o distanciamento foi tanto, que não temos como passar por ali.



Às vezes pisávamos no chão, sentíamos que havia um oco, como se não fosse um chão tão firme… Mas a profundidade ainda era a mesma…

E como esse distanciamento ocorreu e nós, transeuntes, não percebemos? As vezes reclamávamos do desconforto do ambiente, mas parecia algo tão pequeno, seria uma frescura nossa querer reparar algo tão pequeno. Um pouco da terra levada com a chuva….

Pare, compare, observe, se alguém ao seu redor, tenta agir naturalmente, mas te parece forçado…. E quando que ela passou a se distanciar… Quanto precisa ser restaurado daquele terreno, que muitas vezes deu sua terra para preencher outros “buracos” pelos caminhos a fora?

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Este é um texto reflexivo, se você se vê nesta comparação ou conhece alguém que esteja vivendo esta experiência, seja receptivo, apoie e o encoraje à procurar uma ajuda profissional.


Psicólogos são como restauradores de terrenos degradados pela ação do tempo, do trato, e do desgaste.


SILVANA DE ANDRADE SANTOS

Psicóloga CRP 06/139983



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