O efeito do divórcio nos filhos.

Atualizado: Ago 19

O efeito do divórcio em crianças e adolescentes pode ter diversas configurações que excedem as reações de tristeza e raiva, tendo impactos mais profundos nas questões emocionais e na formação e desenvolvimento da personalidade.


Geralmente os problemas decorrentes de divórcios têm inicio na escola, com dificuldades na aprendizagem e socialização podendo chegar a conflitos com a lei. Não é uma regra que filhos de pessoas divorciadas tenham esse tipo de reação, mas levantamentos sobre os efeitos do divórcio apontam que a possibilidade de efeitos negativos em filhos de pais separados são altas.

Como o divórcio afeta as crianças?


A idade pode diferenciar os efeitos do divórcio sobre os filhos, pois uma criança é extremamente dependente, e ainda está passando por um processo de construção do seu relacionamento com o mundo, enquanto um adolescente já possui mais autonomia. Mas indiferente do grau de maturidade física e psicológica, para ambas o divórcio pode ter conseqüências graves.



Pode ser muito estressante para crianças elaborar que um dos pais mora em outra casa, e dependendo de como foi o término da relação os conflitos podem interferir na convivência com os filhos.



Nos adolescentes, há uma grande probabilidade de fazerem sexo prematuramente e sem responsabilidade, abusar de substâncias ilícitas e terem problemas com a justiça. Isso acontece pela perca da referência familiar e a fragmentação da visão do apoio, projetando sua tristeza e desorientação em atividades destrutivas.



Com o divórcio o poder aquisitivo fica fragmentado, e em algumas famílias a renda cai drasticamente, isso ocasiona em um fator de risco para que crianças vivam na pobreza, um risco que diminui quando moram com ambos os pais.


Traumas psicológicos podem evoluir para condições de sofrimento longo prazo. Como por exemplo, jovens podem desenvolver uma predisposição e se entregarem com mais facilidade a eventos traumáticos progredindo para depressão, ansiedade, estresse pós-traumático ou fobias. As crianças podem sentir-se culpadas pelo divórcio, ficando confusas quanto a questões de lealdade pela projeção do conflito sobre elas e ver seus pais junto alimenta sua fantasia de que um dia eles se reunirão e sua família voltará a existir.


Outra coisa observada em filhos de casais divorciados é o desenvolvimento de comportamentos rebeldes como forma de puni-los para lidar com sua dor, como uma esperança de recuperar o controle de uma vida que perderam.


Nem todas as crianças que tem pais divorciados vão ter notas ruins e adolescentes ter envolvimento em atividades desastrosas e nociva, porém, é importante saber dos riscos que os filhos correm diante de um processo de separação.




Consideração final


Quando se tem filhos o divórcio não pode ser considerado o caminho que irá resolver todos os problemas. Se está infeliz e não sabe como lidar com essa questão, você pode considerar a ideia de fazer uma psicoterapia de casal, ou até mesmo uma psicoterapia individual para tentar resgatar seu casamento.


No entanto, para casais que estão em relacionamentos fisicamente e emocionalmente abusivos o divórcio pode ser algo mais positivo que negativo, especialmente se o parceiro abusivo se recusa a obter ajuda. E mesmo que essa forma de abuso não seja direcionada para a criança, ver uma situação de violência doméstica é prejudicial para o bem-estar geral da mesma.


Se você está passando por dificuldades no seu relacionamento e percebe que seu(a) companheiro(a) não desistiu desse amor, procure um de nossos Psicólogos(as). Envie-nos uma mensagem ou agende uma entrevista gratuita a qualquer hora, de qualquer lugar, e podemos te oferecer apoio.


Psicólogo responsável: William Lino Felis Crp: 06/140742


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